O NOSSO FUNDADOR

THEODORO JOSÉ PAPA

O nosso fundador. Compreensão e da compenetração pelos ideais mais altos, pelos sentimentos cristãos mais sublimes e verdadeiros.

A figura humana de José Papa

Quando passamos a observar o cenário social de Ribeirão Preto, do pretérito aos nossos dias, fazendo uma incursão histórica, sentimos como homens e mulheres notáveis, ao longo do tempo, legaram às gerações os mais belos florões do trabalho construtivo, da solidariedade, da fé, da compreensão e da compenetração pelos ideais mais altos, pelos sentimentos cristãos mais sublimes e verdadeiros. 

Há longos anos, vindo das belas e longínquas plagas no extremo sul da romântica e histórica Itália, da pequenina Rizzicone, da brava Réggio Calabria onde nasceu em 04 de julho 1907, por aqui chegou no verdor dos anos e no alvorecer de sua existência, pleno de sonhos, José Papa, esse nosso concidadão, digno, trabalha-dor, coração franco e aberto, alma límpida e generosa. Com sete anos apenas, para Ribeirão Preto veio quando corria célere o ano de 1914, era o após guerra e Ribeirão Preto, com suas sessenta e duas primaveras, iniciava seus grandes passos com a riqueza cafeeira transbordante, escrevendo belas páginas de sua opulenta e radiosa história. Largos horizontes abriam-se frente aos seus olhos contemplativos e os seus já iluminados ideais. Com apenas 15 anos se empregou na Casa Bardaro, que tinha a maior oficina de serralheria, funilaria e instalações hidráulicas, tornando-se logo um perito oficial nessas laboriosas atividades. 

Já em 1926, com 19 anos, estabelecia-se por conta própria na Rua Saldanha Marinho, entre a Rua Duque de Caxias e a Rua Mariana Junqueira, com comércio de louças e ferragens continuando, todavia, nos fundos da casa comercial com a oficina onde, também, continuou o trabalho do qual se tornara perito oficial, exercendo com a mais alta proficiência o honrado mister. 

Em 1968 encerrando todas as suas atividades materiais e passou a dedicar-se somente as atividades religiosas e assistenciais, fazendo-o com humanismo admirável, tornando-se afetuoso líder espírita, distribuindo a mancheias a bondade e o amor que brotavam, abundantemente, de seu coração de todos conhecido. Sua bela família, bem construída, com firmes alicerces na fraternidade, no amor fecundo, nos princípios cristãos, casado deste 1933 com Da. Albertina Vanini Papa, de peregrinas virtudes, de cujo feliz e frutuoso consórcio matrimonial uno e duradouro advieram bons filhos, Vera Lúcia, culta e inteligente professora universitária, Dr. Marcos Vinícius, notável médico cardiologista e Elisabete, professora universitária que foi casada com o saudoso José Augusto de Jesus Monteiro. 

Enriquecendo a descendência do casal Albertina e José Papa vieram os netos Ivana Carvalho Papa, Advogada, casada com Roberto Luiz Ferraz Penteado, Andrea Carvalho Papa, Fisioterapeuta, Marcos Vinícius Papa Júnior, Arquiteto, casado com Patrícia Rodrigues Miziara, José Gustavo Papa Monteiro, Analista de Sistemas e Pós -Graduado e José Eduardo Papa Monteiro, Publicitário. No decorrer da existência, vieram os bisnetos Marina Cursando Faculdade de Medicina, Marcela, Cursando Faculdade de Criação e Designer, Beatriz, Gustavo Agostinho, Catarine Dias Monteiro e Carlos Eduardo Figueiredo Monteiro, há ainda outros aspectos na vida de José Papa que não podem ser esquecidos e que não só marcaram sua personalidade como a adornam, sua devoção aos Evangelhos de Jesus, procurando seguí-los na prática da bondade, do amor, da fraternidade, da humildade e da pregação, como evangelizador convicto e convincente, iluminado pelo ideal de fazer o bem. 



 

Sua produção intelectual, tendo escrito e publicado um conjunto de obras que o coroaram de êxito e admiração é a seguinte:

  • Cenas de Nossa Vida - Teatro (Ed. Beschizza, 1942, edição esgotada)

  • Luz na Ribalta - Teatro (Ed. Lake, 1954)

  • Contando à Nova Geração a História do Espiritismo em Ribeirão Preto (Ed. LAR, 1989)

  • Fatos e Fenômenos Mediúnicos (Ed. Lorenzato Ltda., 1991)

  • Rumo a Damasco (Ed. Lorenzato Ltda., 1993)

  • O Batismo

  • Fenômenos Mediúnicos nas Velhas Escrituras (Ed. Legis Summa Ltda., 1994)

  • A Viga Mestra (Ed. Legis Summa Ltda., 1995)

  • Poemas (Ed. Legis Summa Ltda., 1995)

  • Mais Poemas (Ed. Legis Summa Ltda., 1997)

  • Outros Poemas (Ed. Legis Summa Ltda., 1998)

  • Meus Poemas “Os últimos?” (Ed. Legis Summa Ltda., 1999)

  • Inspiração (Homenagem a Chico Xavier) (Ed. Legis Summa Ltda., 2003)



Ainda teve participação na vida jornalística de nossa cidade, colaborando durante muitos anos com os Jornais O Diário, Diário da Manhã, A Cidade, Diário de Notícias e Jornal Espírita Verdade e Luz (USE). É de se lembrar, porque vem fundamentalizar o grande espírito de José Papa, ter sido ele o idealizador e fundador "Creche Vovó Meca", no Conjunto Habitacional Geraldo Correa de Carvalho. Exerceu a Presidência da mantenedora da “Creche Vovó Meca” e de outros departamentos, a Unificação Kardecista de Ribeirão Preto de 1937 a 2004. 


 

Outras atividades culturais desenvolvidas:

  • Em 1949 fundou o Ginásio Espírita Apostolo Paulo, o qual funcionou até 1972.

  • Fundador e coordenador do Teatro Experimental Eurípedes Barsanulfo, da Unificação Kardecista de Ribeirão Preto.

  • Autor de diversas peças teatrais, registrado na Sociedade Brasileira de Autores Teatrais.

  • Foi tesoureiro da Federação do Teatro Amador da Alta Mogiana no ano 1964-1965, tendo sido colaborador de Bassano Vacarini na realização, em nossa cidade, do III Festival do Teatro Amador do Estado de São Paulo.

  • Concedeu inúmeras entrevistas aos dos meios de comunicação de nossa cidade e de outros estados sobre assuntos de interesse da comunidade, levadas ao ar pelas emissoras de rádio e televisão e outras publicadas em revistas e jornais locais.

  • Membro da Ordem dos Velhos Jornalistas de Ribeirão Preto.

  • Poderíamos ainda lembrar o orador fluente, vibrante, o conferencista eloqüente, sincero, expontâneo e declamador, membro da Academia Ribeirãopretana de Letras.

  • Recebeu Cartão de Prata da Prefeitura Municipal, em 30 de junho de 1993, como homenagem às pessoas que fizeram história em Ribeirão Preto.



Foi citado na "História de Ribeirão Preto", de autoria do Dr. Rubem Cione, nas páginas 913-915 do volume V. A Câmara Municipal de Ribeirão Preto concedeu a José Papa a maior e mais importante láurea que poderia alguém receber. E no festivo dia 17 de dezembro de 1967 recebia, para orgulho sadio de seus descendentes, para rejúbilo seu, para reconhecimento público, em memorável solenidade, o merecido diploma e o imortal brasão da Cidadania Ribeirãopretana. Theodoro José Papa faleceu em 26 de março de 2004, na sua residência da rua Visconde do Rio Branco n 830, cercado de familiares e amigos, deixando como sugestão, suas últimas palavras, a serem transmitidas por sua filha Vera Lúcia: “Deixem de lado tudo que for ruim, fiquem com tudo de bom que vocês aprenderam”.

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