• Márcia Pacciulio

Depressão


A Depressão é conceituada cientificamente como uma perturbação do humor ou um desequilíbrio afetivo, podendo-se prolongar por tempo indeterminado. O depressivo apresenta um estado emocional de profunda tristeza e descrença, alienando- se da realidade vivencial e adquirindo comportamentos letárgicos. A Depressão gera sofrimentos diversos e reduz a capacidade de sentir satisfação ou vivenciar prazer.

De uma forma didática, a depressão pode ser classificada como:

- unipolar: menos grave e mais simples de tratar.

- bipolar: quando responsável pelas associações maníacas e extremas do humor.

Desde os mais recuados tempos da História da Humanidade, encontramos a presença da depressão.


Na Antiguidade, o transtorno depressivo era conhecido como Melancolia.

Na atualidade, estudos demonstram que a Depressão é a terceira causa de incapacitação no mundo e até 2020 será a segunda, atrás apenas das doenças cardíacas. Outra constatação: 10 a 15% dos deprimidos tentam suicídio.

Depois de décadas de pesquisas, os especialistas apontam as seguintes causas para a


Depressão:

1- Causas Psicológicas: dificuldade em lidar com as frustrações; sentimento de perda; insegurança e dificuldade em expressar o que pensa e sente; inaceitação da solidão na velhice; síndrome dos “reféns da vida” (aqueles que encontram na Depressão um jeito de não enfrentar a vida ou de manipular as pessoas).

2- Causas Clínicas: efeitos colaterais do uso de medicamentos e drogas psicotrópicas; alterações hormonais na menopausa, adolescência e pós-parto; doenças incuráveis ou de difícil trato.

3- Causas Genéticas: disfunção no lobo pré-frontal direito, resultando no arquivamento preferencial de experiências negativas.

4- Diminuição na produção de aminas cerebrais ou neurotransmissores, principalmente a serotonina e a noradrenalina, consideradas as principais substâncias relacionadas aos estados de humor e afetividade.


Na visão Espírita, não se deve acreditar que o surgimento da Depressão ocorra em uma única existência ou que tenha como causa apenas os distúrbios orgânicos ou psicológicos atuais. São processos desenvolvidos gradualmente, acumulados em decorrência da desarmonia moral e/ou espiritual mantida em existências pregressas.


Em suas obras (“Amor, Imbatível Amor”; “Vitória sobre a Depressão”, entre outras) Joanna de Ângelis explica-nos que a principal causa do surgimento de estados depressivos atuais no indivíduo deve-se principalmente ao fato de que durante existências sucessivas o Espírito mantém uma postura centralizada em seus próprios interesses, utilizando a vontade apenas para atendê-los ou submetendo outros indivíduos à sua vontade. Este comportamento hiper-egóico gera posturas competitivas com o próprio Criador, com subsequente revolta e a inaceitação de Sua Justiça.

As impressões deixadas por esse comportamento distanciado das leis divinas e de seu progresso espiritual vão sendo sulcadas em seu perispírito, até que o grito de cansaço espiritual (arrependimento) é dado e inicia-se o processo de correção exigido pelas Leis Naturais.


A Depressão atua, desta forma, como um doloroso estado de desilusão. Embora o Espírito saiba, antes de reencarnar, que terá que enfrentar expiações difíceis, ao ver-se frente a frente com as provas atuais, tenta recuar e anular-se, permitindo que as sombras do comportamento anterior aniquilem suas melhores iniciativas de aceitação e enfrentamento dos problemas atuais para a sua reeducação.


O depressivo, para melhorar, necessita olhar-se com profundidade, perdoando-se e reconhecendo sua revolta, sua não-aceitação de circunstâncias ou acontecimentos diversos. Assim, saberá valorizar a oportunidade redentora da existência atual para a sua reeducação, sendo grato a Deus e aceitando a vida e as pessoas como elas são e não como gostaria que elas fossem.


Segundo pesquisas realizadas nos Estados Unidos, vale a pena o depressivo investir todos os esforços e recursos disponíveis para a sua recuperação, pois a pessoa que supera a depressão desenvolve dois importantes valores: um profundo autoconhecimento e um insuperável domínio de si mesmo.


Além do tratamento psicológico e/ou psiquiátrico que se fazem sempre necessários nesses casos, o Espiritismo é um excepcional instrumento terapêutico, que proporciona ao depressivo: o conhecimento da vida espiritual com as suas leis; a consciência de que a imensa maioria das doenças são resultantes da somatização de desequilíbrios espirituais profundos, além de demonstrar que a cura reside no próprio indivíduo (Espírito).

Evangelhoterapia e Fluidoterapia complementam o tratamento de qualquer dor da alma!


Márcia Pacciulio

marcia_pacciulio@yahoo.com.br

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